Cine Addiction

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

"Apocalypto" de Mel Gibson




Classificação:


"A great civilization is not conquered from without until it has destroyed itself from within"


Depois de Braveheart – O Desafio do Guerreiro e A Paixão de Cristo, Mel Gibson regressa com mais um épico histórico. Desta vez o alvo é a civilização Maia e o seu declínio, pelo menos é o que somos levados a crer.
O âmago de Apocalypto não é a queda de uma das maiores civilizações, quanto a isso Gibson reserva apenas cerca 20 minutos (se tanto) de filme, mas sim, a sobrevivência de um jovem que é levado com o que resta da sua tribo para um mundo governado pelo medo e opressão com vista ao seu sacrifício como dadiva para os deuses, deixando para trás a sua mulher e o seu filho.
É uma situação já bastante vista, e não podemos deixar de sentir alguma desilusão a respeito a este facto, esperando por vezes uma leitura mais promenorizada da civilização Maia e alguma referência ao mundo actual.
Mel Gibson consegue manter um ritmo vertiginoso ao longo de todo o filme, uma autentica caçada, em contra relógio para salvar o que resta da sua família, tirando todo o partido da selva envolvente e com a reviravolta esperada do predador se tornar a presa.
A produção é extremamente cuidada, desde o excelente trabalho de fotografia, passando pelo realismo das cenas de acção, os efeitos sonoros e a banda sonora, todo o trabalho fantástico de caracterização, nada é descurado.





Título original: Apocalypto
Realização: Mel Gibson
Intérpretes: Rudy Youngblood, Dalia Hernandez, Jonathan Brewer, Morris Birdyellowhead, Raoul Trujillo, Rodolfo Palacios
Estados Unidos, 2006

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

"À Noite, No Museu" de Shawn Levy




Classificação:


"Where History Comes To Life"


"À Noite, No Museu" parte de uma premissa interessante, e se de repente todas as figuras inanimadas no museu ganham vida?
Por certo, não é original, mas um bom pretexto para provocar umas boas gargalhadas.
Ao comando desta visita ao museu está Shawn Levy, responsável pelo medíocre regresso da pantera cor-de-rosa e À Dúzia É Mais Barato, ambos com Steve Martin.
A história é do mais previsível e banal possível. Ben Stiller faz o papel de um americano estereotipado: pai divorciado, azarado, que todas as suas ideias de negócio vão por água abaixo, e que sonha que o destino lhe reserva algo de grandioso, até que se vê na obrigação de procurar um trabalho estável para poder continuar a ver o seu filho. Por isso aceita o trabalho de guarda-nocturno no Museu de História Natural em Nova Iorque.
Sem grandes surpresas, na primeira noite de trabalho as figuras do museu ganham vida, o momento que todos estávamos à espera, e o descarrilar de todos os espectaculares efeitos especiais.
O filme a partir daqui pouco mais tem para oferecer, atravessa todas as trivialidades de uma comédia medíocre sem grande espanto, com a agravante de por vezes Stiller exagerar na sua performance.
Para o final o filme reserva a sua mensagem corriqueira: aprender a confiar em nós próprios.
“À Noite, No Museu” revela-se como uma banalíssima comédia de fim de tarde com bons efeitos especiais.





Título original: Night at the Museum
Realização: Shawn Levy
Intérpretes: Ben Stiller, Robin Williams, Dick Van Dyke, Ricky Gervais, Steve Coogan, Owen Wilson, Mickey Rooney, Jake Cherry
Estados Unidos, 2006

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

esta semana nas salas...

Na minha opiniao, uma semana em grande em termos de estreias nas nossas salas de cinema:
O Perfume- a história de um assassino (Das Parfum- Die Gestichte eines Mörders)
Este filme baseado no best seller de Patrick Süskind conta-nos a história de um rapaz que possui um olfacto apuradíssimo, aplicando-o na criaçao de perfumes únicos. no entanto, essa sua obcessão pela procura da essencia perfeita torna-o num assassino.
De Tom Tykwer;Com Ben Whishaw, Rachel Hurwood e Dustin Hoffman nos principais papéis.
Thriller; 147 min; m/16
Classificaçao imdb: 7.3/10
A nao perder!
The Departed: entre inimigos (The Departed)
O novo filme de Martin Scorcese retratando uma vez mais o submundo do crime moderno. "The Departed" nao e mais que um remake de "Infiltrados" o grande sucesso de Andrew Law.
De Martin Scorcese;com Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Jack Nicholson nos principais papeis.
Drama, 149 min; m/16
Classificaçao imdb: 8.5/10
Irresistível (Irresistible)
De Ann Turner; com Susan Sarandon, Sam Neill e Emily Button.Susan Sarandon interpreta o papel de uma esposa que ve a colega do seu marido como uma ameaça à sua estabilidade familiar e emocional. Dominada por esta obsessao, vê-se forçada a provar a sua sanidade, descobrindo assim uma verdade que excede o seu pior pesadelo.
Drama, 103 min;m/12
Classificaçao imdb: 5.4/10
Os Rebeldes da Bola (Die Wilden Kerle - Alles ist gut, solange du wild bist!)
O clube dos rebeldes é formado por amigos que jogam futebol sem regras e de forma descomplexada. a participaçao bem sucedida num torneio cujo vencedor enfrenta a selecçao nacional e posta em causa quando a rapariga do grupo abandona a equipa.
De Joachim Massanek;com Jimi Ochsenknecht, Sara kim Gries e Raban Bieling
Aventura, 95 min; m/6
Classificaçao imdb: 5.6/10


fonte:" visao", imdb

Domingo, Outubro 29, 2006

"O Diabo Veste Prada" de David Frankel


Classificação:
"You sold your soul to the devil when you put on your first pair of Jimmy Choo's!" - Emily Blunt como Emily.
Não se esperaria ver Meryl Streep numa comédia. E nem tou pouco a sua personagem é propícia ao humor, mas é sem dúvida uma personagem de carácter, como a própria actriz. Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma rapariga que quer iniciar um trabalho normal, como assistente numa revista de renome «Runway», no entanto, desconhece o feitio fétido da sua patroa, Miranda Priestley (Meryl Streep) que lhe faz a vida negra. Sendo uma assistente ainda inesperada, Andy é o burro de carga das tarefas árduas de Miranda. O seu quotidiano foi completamente avassalado por esta pressão, daí que este trabalho lhe afecte toda a sua vida pessoal.
À partida, o espectador pensará que vai assistir a uma comédia daquelas em que as gargalhadas inevitáveis surgem, mas, o filme de David Frankel, altera tudo isso, aproveitando o oportunisto do próprio argumento do filme, para a divulgação e marketing da própria película: cartazes ilucidativos a uma comédia recheada de momentos que não visam mais do que fazer o espectador soltar um sorriso. Não, o filme vai muito além disso. Acima de tudo é de sublinhar o nome de Meryl Streep que mais uma vez, encarna uma personagem fria (como no recente «Candidato da Verdade» de Jonathan Demme) e completamente emotiva. Apesar da grande prestação da actriz, a surpresa advém da portagonista que fazia as delícias com as parábulas da princesa e com o seu diário (Anne Hathaway, «O Diário da Princesa»), é surpreendente como esta jovem actriz se dedicou ao papel, dando ainda mais emoção ao filme. O mundo da moda, que nem sempre foi fascinante é simplesmente um adorno a um filme que vive de interpretações sólidas: o contraste inevitável da humanidade (Andrea Sachs) e da desumanidade (Miranda Priestley), como, por muito pouco que possa parecer, uma pessoa simples, toca numa pessoa cheia de caprichos e uma personalidade completamente dura e "emotionless". Destaque igualmente para os secundários Stanley Tucci (o estilista atencioso) e Emily Blunt (a invejada primeira assistente).
A não perder este drama divertido, onde o que conta é a dureza das personagens e não as gargalhadas que se esperavam.

Simon Baker felicita Anne Hathaway pela sua personagem.

Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Adrian Grenier, Tracie Thoms, Rich Sommer, Simon Baker, Daniel Sunjata, Jimena Hoyos, Rebecca Mader, Tibor Feldman, Stephanie Szostak, David Marshall Grant, James Naughton, Eric Seltzer, John Rothman, Gisele Bündchen, Heidi Klum, Valentino Garavani, Robert Verdi, Paul Keany, James Cronin, Jaclynn Tiffany Brown.


Meryl Streep em mais um papel forte. Uma empresária abastada e com muito mau carácter.

"Serpentes a Bordo" de David R. Ellis

Classificação:
"I've Had it with these motherfucking snakes on this motherfucking plane" - Samuel L. Jackson como Neville Flynn
Tornou-se um filme de culto mesmo antes de estar terminado. A partir do título original "Snakes on a Plane", os bloggers resolveram desenvolver ideias a partir desse título e deram origem a um filme rico em adrenalina, com bons momentos de entretenimento.
Sean Jones (Nathan Phillips) é um jovem radical que assiste ao homicídio de um presidiário pelas mãos de Eddie Kim (Byron Lawson) e, apesar de ter sido detectado pelo mesmo, consegue escapar. No entanto, a polícia exige que este testemunhe contra esse vilão de maneira a que vá para trás das grades. Escoltado até a um avião de "High Class", pelo detective Neville Flynn (Samuel L. Jackson), os passageiros deparam-se com um problema inesperado.
De maneira a eliminar a testemunha, fazendo passar-se por um acidente, o vilão insere, num contentor no porta bagagens do avião, uma razoável quantidade de cobras sedentas por atacar tudo o que vêm à frente. A partir daí desencadeia-se um festim carniceiro. Mas, o que torna as cobras agressivas? É o que se questiona ao início, porque, na vida natural as serpentes só atacam quando se sentem ameaçadas por algum perigo. A resposta é muito óbvia, os passageiros foram pulverizados, sem saberem, por feromonas que alteração o comportamento dos répteis.
O realizador David R. Ellis, esforçou-se nitidamente neste filme, que conta com grandes gargalhadas, devido aos ataques hilariantes dos répteis: como por exemplo, as cenas das casas-de-banho: os adolescentes fornicadores e o tarado que enfrenta o réptil com um ataque pouco púdico: mostrar o órgão genital. Seja qual forem as várias espécies de serpentes feita digitalmente para o filme, devemo-nos centrar, não nesses momentos, apesar de estarem bem-conseguidos e que despertam o humor, na moral anti-americana que se faz sentir. Ora bem, vejamos o seguinte, serpentes assassinas que atacam todos os que agem de maneira duvidosa num avião (tendo em conta que este abarca uma variedade de passageiros, todos eles com os seus podres comportamentais). Isto é uma crítica àquilo que deveria ser corrigido no regime americano, daí que as cobras sedentas por matar, simbolizam o "corte" que haveria de ser feito para minimizar todas as incorrecções de uma sociedade que vive, sobretudo do marketing, da sua reputação futilizada e do materialismo da sua população. Até porque as cobras, sim, digitalmente precárias dão ainda mais ênfase para salientar que a sociedade é facilmente derrubada e não necessita de ser algo bem elaborado a derrotá-la. Bem, encerro assim esta crítica a este filme divertidíssimo, recheado de acção, adrenalina, sustos e gargalhadas bem recheadas.

Samuel L. Jackson invade um avião que contém com uma estranha surpresa.

Elenco: Samuel L. Jackson, Julianna Margulies, Nathan Phillips, Rachel Blanchard, Flex Alexander, Kenan Thompson, Keith Dallas, Lin Shaye, Bruce James, Sunny Mabrey, Casey Dubois, Daniel Hogarth, Gerard Plunkett, Terry Chen, Elsa Pataky, Emily Holmes, Tygh Runyan, Mark Houghton, David Koechner, Bobby Cannavale, Todd Louiso, Tom Butler, Kendall Cross, Kevin McNulty, Samantha McLeod, Taylor Kitsch, Ann Warn Pegg, Byron Lawson, Scott Nicholson.


Passageiras indesejáveis a bordo, muitas mortes desencadeadas.

Este Blog possui dois novos elementos: David Santos e Vera Tavares, que a partir de agora comentarão.

Cumprimentos para eles, boa sorte =)

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

"Miami Vice" de Michael Mann

Miami Vice


Classificação:

Se Michael Mann já tinha feito furor com as filmagens de "Colateral", o filme que projectou Tom Cruise para o papel de "mau-da-fita" pelo seu visual particularmente irrequieto mas, no entanto perturbador, essa regra não falha em Miami Vice. Adaptado das série de 1984 com Don Johnson e Philip Michael Thomas, sob o argumento do próprio Mann, Miami Vice conta a história de dois detectives, James Crockett (Colin Farrell) e Ricardo Tubbs (Jamie Foxx) que se infiltram numa rede de crime organizado, controlado por José Yero (John Ortiz, uma revelação latina que provavelmente estará lançado agora na ribalta) e que conduz para uma operação de grandes proporções de tráfico de droga. Ao princípio, o filme aparenta ser um policial banal, um filme em que se revela logo os criminosos e onde se dão as típicas capturas mas, com o genial toque de Michael Mann para deturpar toda uma história simples, é marcado pelo empenho de todo um elenco. O jogo de gato e rato entre polícia e criminoso passa agora para o lado inverso, em Miami, os polícias perseguem, duvidam, escutam, infiltram-se, mas os criminosos também. Algo que não se esperara num filme de Mann, foi o exotismo com que retratou as actrizes envolventes com os dois portagonistas, Naomie Harris (para Jamie Foxx) e Gong Li (para Colin Farrell), Naomie interpreta a companheira de Tubbs no qual o ajuda no trabalho. Quanto a Gong Li, após o brilhante desempenho em "Memórias de uma Gueixa" (Rob Marshall, 2005), transborda de sensualidade, erotismo e transforma-se numa autêntica "bond girl" nas mãos de Farrell. Apesar de algumas falhas no que toque às relações frágeis e pouco exploradas dos portagonistas, o seu envolvimento com o trabalho, com o crime é completamente soberbo. Tudo é superável em Miami Vice, desde as belíssimas imagens, à passagem pelo marketing dos automóveis luxuosos e dos iates a alta velocidade...parte da fragilidade das relações humanas num emprego em que contam as distâncias, para a intensidade criminal e aborda, num magnífico festim audio-visual que fará o espectador vibrar e deslumbrar-se.

Colin Farrell é James Crockett, um detective do FBI em perseguição de criminosos sanguinários.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

Depois de tanto tempo...agora o Cine Addiction volta em força!

Há muito filme para escrever, mas vamos começar com este:


Instinto Fatal 2 (Basic Instinct 2) de Michael Caton Jones

Classificação:

Após Paul Verhoven ter criado a Femme Fatale mais sexy do cinema, um realizador inoportuno decide "tomar as rédeas" de uma sequela que nunca deveria chegar ao cinema. Mas, pela maneira que falo, até parece que o filme é algo de ultrajante, não, felizmente, as duas estrelas que dou, devem-se ao trabalho exímio de Sharon Stone a encarnar a terrível Catherine Tramell, a escritora ninfomaníaca que mais uma vez está solta e procura novas vítimas. Mas, ao contrário do primeiro filme, Tramell está mais sedenta de sangue e tenta incriminar o seu psiquiatra, encarnado razoavelmente pelo novato David Morrissey. Apesar de o elenco até ajudar, o argumento tira-lhes todo o portagonismo, nem mesmo a sensualidade de Stone, já com 47 anos, salva o filme da sua inconfundível tendência para o previsível. Tramell era glamourosa, sensual, versátil e uma serial killer moderada, que apenas matava quem se metesse no seu caminho, agora, por cada livro que escreve, uma nova morte surge. Michael Caton Jones ainda tem muito que aprender de cinema, já que estragou um clássico do thriller e o tornou numa película pornográfica em que o espectador adivinha cada passo que o rumo do filme toma -> para a prateleira como um filme previsível, sem qualquer história, com personagens pouco intensas devido ao argumento medíocre e com muitas falhas. Sem qualquer descrição prolongada, encerro a crítica.


Sharon Stone e Charlotte Rampling num filme assombrado pelo fraco argumento.

Elenco: Sharon Stone, David Morrissey, Charlotte Rampling, David Thewlis, Hugh Dancy, Stan Collymore, Terence Harvey, Indira Varma, Heathcote Williams, Flora Montgomery, Kata Dobó, Iain Robertson, Charlie Simpson, John Gomez.

Quarta-feira, Março 22, 2006

Novidades do cinema - filme da semana

Muito bem, esta semana há dois filmes interessantes que devem constar nas vossas listas de aluguer:

E eles são:

Uma Vida Inacabada de Lasse Hällstrom:


Elenco: Robert Redford, Jennifer Lopez, Morgan Freeman, Josh Lucas, Damian Lewis, Camryn Manheim, Becca Gardner, Lynda Boyd e Rob Hayter.

O realizador de "Chocolate
" não poderia estar em melhor forma ao pôr em prática um projecto meio "indie" onde um quateto de personagens se debatem confrontam, cada um com os seus problemas:
Einar Gylkinson (Redford) é um homem pacato que vive numa vila sem grandes problemas, partilha a sua terra com Mitch Bradley (Morgan Freeman), vítima de um ataque de um urso feroz e gravemente ferido do qual cuida. Einar nunca recuperou da morte do seu filho Griffin e culpa a mulher dele (Lopez). Numa situação desesperada de violência doméstica, Jean (Lopez) pede auxílio e abrigo ao seu sogro que simplesmente a odeia. Aquilo que Einar não está à espera é que Jean não vem só e traz consigo uma filha que, é legítima do falecido filho de Einar. Um filme de essência bucólica onde podemos assistir brilhantes perfomances, das quais a que sobressai é, sem dúvida a de Freeman e a surpresa de Lopez. É uma pérola campestre onde a luta pela vida e o confronto com o passado está bastante presente. A não perder esta pequena grande produção de um conceituado realizador.

O Senhor da Guerra de Andrew Niccol:


Elenco: Nicolas Cage, Jared Leto, Bridget Moynahan, Ian Holm, Tanya Finch, Ethan Hawke, Eamonn Walker, Sammi Rotibi, Eugene Lazarev.

Sem grandes remedeios, este filme começa com uma cena brilhante, um chão repleto de balas e um monólogo instrutivo de Nicolas Cage que encarna Yuri Orlov, um traficante de armas determinado e muito competente no seu emprego. Apesar do lento arranque do filme, vamos captando pequenos pormenores interessantes, a nível de argumento e características de personagens, principalmente o papel do defensor dos direitos humanos Jared Leto, que encarna Vitaly, irmão de Yuri. O investimento e o grande crescimento do lucro fazem com que Yuri se dedique cada vez mais ao contrabando de armas para grupos guerrilheiros cuja função é exterminar os inocentes do mapa. Ficamos a conhecer a personagem de Cage e vemos que, apesar de ele não se deleitar com o que faz, é experiente e muito profissional no seu trabalho. Mas a balança entre o correcto e o materialismo é algo (in)constante ao longo do filme. As escapadelas à polícia e as constantes hesitações no envolvimento nas cenas de venda, vão sendo acompanhadas pelas reflexões do próprio Yuri. Um filme interessante, pode parecer cansativo e aborrecido na primeira parte, mas desenrola-se brilhantemente e as pessoas podem tirar as suas próprias conclusões sobre o quotidiano e as desvantagens desta "profissão" que, embora renda muito, depara-se com um conceito: a morte.